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quinta-feira, 14 de junho de 2007

MaisMais MediaOn



Felipe GilDireto de São Paulo
O último painel do seminário MediaOn de jornalismo online, "Desafios da Mídia tradicional", realizado na manhã desta quarta-feira, reuniu os jornalistas Caio Túlio Costa, diretor presidente de Internet da Brasil Telecom, e Mário Magalhães, ombudsman do jornal Folha de S. Paulo.
Costa citou as quedas nas tiragens de jornais e na audiência dos telejornais para defender que os veículos tradicionais não conseguem mais aumentar o seu público como fizeram ao longo das últimas décadas. Para ele, o desafio da "velha mídia é entender que o jornalismo se faz numa nova plataforma e não basta transpor o conteúdo que já é feito para a nova plataforma", afirmou.
O jornalista criticou produtos que nascem na web e são semelhantes aos tradicionais. "Isso é muito pouco perto das possibilidades. A mídia tradicional deve primeiro não ter medo da canibalização e também entender que essa nova mídia é um novo jeito de produzir informação", ponderou. ( Foto Claudio Maia)
O ombudsman da Folha, Mário Magalhães, mostrou uma queda contínua nas tiragens do jornal aos domingos desde 1994. Por outro lado, o número de contatos com o ombudsman cresceu de três mil em 1991 para 13 mil em 2006. Ele elegeu quatro hipóteses para o fato: consolidação da instituição do ombudsman, mais motivos para os leitores reclamarem, leitores mais atentos e exigentes e novas tecnologias facilitando a comunicação.
Ele destacou ainda a importância dos leitores para indicar possíveis problemas no jornal, auxiliando seu trabalho. Magalhães elencou como desafio levar para a Internet os padrões do jornalismo tradicional e destacou que "a revolução depende da guinada publicitária para o novo meio".
O MediaOn é uma realização do Terra com o Itaú Cultural e apoio da CNN.com, Abracom e BBC Brasil.
Redação Terra





quarta-feira, 13 de junho de 2007

Notícias do MediaOn


Na abertura do 1º Seminário Internacional de Jornalismo Online (MediaOn), Michael Rogers, futurista do New York Times, afirmou que nos próximos anos a Internet englobará todas as mídias atuais. "Na minha opinião, o futuro passa pela tecnologia móvel", disse. O evento acontece em São Paulo e é realizado pelo Itaú Cultural e pelo Terra.
Com a popularização da tecnologia móvel, o desafio, na opinião de Rogers, será oferecer esse conteúdo ao usuário de forma compacta e que instigue o receptor a se interessar por ele.
"Hoje, o que temos ainda é a predominância do texto e da imagem. Mas isso cada vez mais será agregado a som, vídeo, em equipamentos cada vez menores e de fácil manuseio. O que hoje eu me pergunto é o que virá para substituir o laptop. Em 2012 o que estará disponível? Algo que faça tudo e caiba na minha mão", disse.
Rogers afirmou que o trabalho do jornalista, na sua essência, não deve mudar, mas que o profissional deve estar preparado para uma nova realidade. "Os jornais impressos não vão acabar, não é tão dramático assim. Os jornais vão ter de descobrir o que podem oferecer, diferente do que a Internet oferece", disse.
Rogers vê no jornalismo participativo algo que ganhará muito espaço nos próximos dez anos, ou seja, o usuário produzirá boa parte do conteúdo veiculado.
"Acredito que, nos próximos dez anos, o 'editor de comunidade' será uma pessoa chave. Essa é uma grande oportunidade para a Internet. É preciso lidar com o público de uma forma que agregue valor ao conteúdo", disse.
Américo Martins, editor-executivo para as Américas e a Europa do serviço mundial da BBC, que também participou da abertura do seminário, lembrou do atentado ao metrô de Londres, em que os vídeos e imagens feitos pelos usuários lotaram a caixa de mensagens da BBC.
"A imprensa não conseguiu entrar no local e, até hoje, as imagens que temos lá de dentro são as que foram enviadas por pessoas comuns, que fizeram as gravações por celular", disse.
Martins afirmou que, na BBC, há uma integração das redações e que o objetivo da empresa é ser líder mundial de noticiário on demand. "Nosso objetivo é utilizar a maior quantidade de plataformas possível e fazer com que as pessoas cheguem facilmente nesse material", afirmou.
Redação Terra