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quinta-feira, 14 de junho de 2007

Vitória do jornalismo esportivo baiano

Paolo Jabaquara

Com a queda para a 3ª divisão do campeonato brasileiro, os dois times de maior tradição na Bahia, o jornalismo esportivo baiano perdeu sua força. A dupla BaVi (Bahia e Vitória), diretamente e indiretamente, foi responsável pela demissão de funcionários nas rádios e tvs de comunicação esportiva nos anos de 2003 à 2006. Grande parte da torcida baiana, se desinteressou em acompanhar seus times. Telespectadores desistiram de ver programas esportivos de tradição, como por exemplo o Globo Esporte Bahia da Rede Bahia e o Cartão Verde da TVE-BA, que é um programa de mesa redonda com discussões de comentaristas esportivos e convidados na área do esporte baiano.
O rádio esportivo baiano, que é uma “tradição” no ramo do esporte, porém com relativos baixos índices de audiência, também ficou muito desabilitado com a queda dos 2 times.
Nomes folclóricos de jogadores como Apodi, Saci, Bida, Ávine e Badé, foram referência no campeonato brasileiro da 3ª divisão. Infelizmente, o que era pra ser uma miscigenação de esportes, o jornalismo esportivo baiano se resume apenas ao futebol.
Funcionários das empresas de comunicação de mídias esportivas como radio, tv e o jornal impresso, tiveram um aumento de cortes dos profissionais contratados para fazer a cobertura do esporte baiano. Os dois clubes que antes “selecionava” seus patrocinadores, agora corre atrás de patrocínios para cobrirem suas alta folhas de pagamento.
O Bahia teve a infelicidade de não subir para a 2ª divisão do campeonato nacional, o Vitória foi mais eficiente e conseguiu ter uma nova oportunidade de participar da competição. Pelo ritmo e o momento de ascensão que vive o Vitória, os torcedores e a imprensa baiana acredita em uma possibilidade do Vitória voltar a “elite” nacional, a 1ª divisão.
A verdade é uma só, o Vitória vai salvar o jornalismo esportivo baiano. Patrocinadores melhores virão, a torcida prestigiará o time, as placas publicitárias que ficam ao redor do campo do Boteco do João, serão substituídas pelos anúncios da cerveja nacional. Com isso, jornais são vendidos, a atenção dos telespectadores e ouvintes de radio/tv serão mais vistas, novos profissionais do ramo serão contratados ou recontratados e, concluindo, o jornalismo esportivo baiano retornará a “ativa” com mais credibilidade.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Mais MediaOn



Felipe GilDireto de São Paulo
A terceira mesa de debates do seminário MediaOn de Jornalismo Online, intitulada Mudanças na formação e atuação do jornalista, discutiu na manhã desta quarta-feira a formação dos profissionais do jornalismo online. Rosental Calmon Alves, professor de jornalismo da Universidade do Texas, fez um panorama da crise da mídia tradicional mostrando a queda na circulação dos jornais impressos e na audiência dos telejornais.
Para ele, a imprensa vive atualmente a maior revolução desde a iniciada pela invenção dos tipos móveis de Gutemberg, em 1450, já que o artefato de recepção da informação, o computador, é também um equipamento de emissão. Com isso, segundo ele, o jornalismo deixa de ser monopólio dos jornalistas. Para Alves, uma das principais características dos (Foto Darcio de Jesus) novos profissionais é saber "conviver com os fenômenos criados por sua audiência e trabalhar como um facilitador da comunicação".
Mario Andrada Silva, diretor editorial para a América Latina da agência Reuters, citou a importância da formação dos novos jornalistas. "A tomada de decisões deixa de ser privilégio do editor. É preciso ensinar a decidir, e isso requer um programa de treinamento muito amplo", defende. Para ele, os profissionais que sabem manejar câmeras digitais de vídeo e fotografia, bem como aqueles que falam mais de um idioma, terão mais possibilidade de integrar as redações do futuro.
"Com a simplificação da linguagem, diminui a distância entre os idiomas, o que permite que um jornalista escreva em duas ou três línguas". Outro desafio é a relação com o tempo, que demanda capacidade de refletir e raciocinar em tempo real. "Não dá mais para parar, fumar um cigarro e voltar para pensar no que você vai escrever".
O professor André Lemos, da faculdade de comunicação da Universidade Federal da Bahia, falou sobre duas funções da comunicação. A massiva, marcada por um fluxo centralizado de informações, com controle editorial e financiado pela publicidade, e a pós-massiva.
Esta, segundo ele, prevê liberação da emissão - a possibilidade de qualquer pessoa emitir informação de forma livre - a facilidade de as pessoas se conectarem e trocarem informações e, por último, a "dimensão política gigantesca que decorre sempre que as pessoas podem dizer o que querem e se agrupar livremente".
Durante o debate que se seguiu, Alves destacou a importância de os leitores receberem algum tipo de formação jornalística, uma vez que a participação deles na produção do conteúdo será cada vez maior. "Isso dará até ferramentas para as pessoas escreverem seus blogs e colaborarem de forma jornalística".
Redação Terra



sábado, 9 de junho de 2007

ENSINO DE COMUNICAÇÃO E MERCADO: AVALIAÇÃO E PERSPECTIVAS


Uma grande mesa redonda com 6 participantes foi formada no auditório da Facom. O público pequeno, mas atento.O mediador professor Luis Nova(UFRB) decide abreviar as palestras e o material trazido teve que ser resumido para adequação ao tempo.A conclusão unânime foi a de que o mercado de comunicação está estagnado, os cursos oferecidos crescem sem parar e os formandos tem que partir para criar seu próprio negócio ou se colocar numa assessoria de comunicação , único viés em expansão.O primeiro palestrante foi o professor Carlos Franciscato da Universidade Federal de Sergipe(UFSE) que constatou o baixo piso no estado ( R$800,00) e falou da luta sindical para manter as 5 horas de trabalho ,pois o jornalista para sobreviver precisa de 2 trabalhos.Afirmou que o mercado em Sergipe está estagnado contando com novecentos jornalistas e destacou como mercado potencial a internet.Em seguida falou o professor Alfredo Viana, da Universidade Federal de Pernambuco(UFPE) que afirmou existirem 14 cursos em funcionamento no estado formando 400 alunos/ano o que evoca uma saturação.Fez um resumo dos principais periódicos de Pernambuco e diz existirem vagas apenas no interior ou nas assessorias de imprensa.Mudou-se o cenário para o Ceará e foi a vez da Dra. Erotilde Honorio da Universidade de Fortaleza(a única palestrante de uma universidade privada) que colocou que a situação no estado é a mesma dos outros estados nordestinos.Ela revelou existirem 7 cursos no estado e questionou o futuro destes já que o mercado não absorve todos os formandos.Como exemplo citou a Universidade Federal do Ceara que este ano não fará vestibular para o curso de comunicação.A média salarial é de R1200,oo.Segundo a Dra. Rossana Gaia do CEFET de Alagoas a situação é diferente em Alagoas, com um piso salarial de RR$1837,00 conseguido através de muita organização sindical e luta.De acordo com a palestrante a tendência são os sites diferenciados.Por último falou o Dr. Messias Bandeira, da Faculdade de São Bento de Salvador.Ele afirmou que o aluno deve investir na sua formação, participando de cursos, palestras e procurar brechas no estagnado mercado. Afirmou existirem agora 60 vagas para jornalismo na ONU, inclusive postos com necessidade de fluência em português.Segundo o Dr.Bandeira é preciso dessacralizar o ensino, superando o "ensino do apostolado".Segundo ele é preciso derrubar os dogmas.Também falou que o aluno deve exigir do professor o conhecimento do mercado.Para finalizar o mediador professor Luis Nova disse existir 30 cursos de comunicação na Bahia formando muito mais alunos do que o mercado pode absorver.Afirmou que a universidade deve ser um centro produtor de conhecimento e constatou a dificuldade de adequar a grade das federais a novas realidades, devido a burocracia.Finalizadas as palestras foi iniciado um curto debate onde ressaltamos a presença de uma filósofa (não se identificou) que disse sentir falta nas universidades do incentivo ao empreendedorismo do aluno. Ela acredita ser esse o caminho para os formandos.Foi uma ótima oportunidade de conhecer o mercado nordestino e ficamos com a idéia que o mercado está estagnado então cabe ao aluno achar brechas para se colocar no mercado.